Poesia

Eu tinha dezesseis anos e me encantei com o rapaz que, como eu, gostava de poesia. Foi dela a culpa. A poesia. Lembro a noite em que fomos expulsos da…

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Vênus

Sim, você me pediu para não fazer curvas e dizer o que quero de forma direta. Porém, neste assunto, recuso a retidão Prefiro os desvios, para aumentar o nosso percurso…

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Amor líquido

Começa como uma torneira que não fecha bem. Pingando, insistente, convoca a presença, sem que o cérebro se dê conta. Um apelo baixinho, quase um cochicho. Difícil perceber onde fica…

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Sexo

Este texto é uma sugestão: que tal a gente se dedicar mais ao sexo? Pode parecer loucura sugerir o que já está dentro, incentivar uma vontade que não passa, porém,…

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Humana

Com que direito você me fala de brisa em pleno inferno? Não tem remorso pelo sorriso no canto da boca quando se anuncia que o número de famintos no mundo…

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EU&TU

Flerte de quarentena. Tanta morte por aí e o amor não se recolhe. Como pessoas maduras e vacinadas ainda podem se derreter com palavras? Certas imunidades nunca se adquirem. Bom…

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Tenho e não tenho

Nao tenho um namorado, mas tenho um amor. Já tive compromissos mais formais de onde o afeto se ausentou. Não tenho a convivência diária, mas tenho o horário nobre. Antes,…

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Conexão

O homem parou para olhar. Era uma sombrinha vermelha de bolinhas brancas. Produto de contrabando da China, exposto pelo vendedor ambulante na rampa de acesso à estação do metrô.

O que faz um homem, pouco interessado em estampas de poás, deter-se no fluxo de trabalhadores, voltando para casa no fim do dia, para observar uma mercadoria tão comum?

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Ordinária

Há em mim algo do assassino, porque, às vezes, meu controle também falha. Há em mim algo do pedinte, porque também sou faminta de compreensão. Há em mim algo da criança birrenta, porque também recuso o que me contraria. Há em mim algo da puta na esquina, porque também negocio com o desejo alheio.

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Sua mãe e seu pai

- Vou falar poucas e boas na cara desse Freud! Que mania de colocar a culpa de tudo na mãe! Você leva sua filha na psicóloga, e ela faz o quê? Detona a gente! O protesto materno é encenado pelo ator Paulo Gustavo. Acho que todo analista já foi alvo de fúria semelhante à da personagem da Dona Hermínia. É que a terapia vai apontar na direção da infância para tentar descobrir um padrão amoroso.

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