Musgo

Musgo

O musgo cobria as pedras do caminho.

Me sentei à beira para alisar o verde.

Tapete vivo.

Macio feito beijo de boa noite, eu penso.

Por que o amor se enfia nas frestas do meu coração

E alastra feito musgo?

Não atravessa a luz da consciência,

Germina desautorizado na sombra da alma.

Quanto menos exposto, mais medra

Ganha autonomia enquanto minha razão se distrai.

Quando me dou conta, já virou refúgio.

Nesses dias, só o constatei pela ausência

Quando deixou de emanar a brisa fresca

Que seu hálito úmido soprava.

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